terça-feira, 31 de maio de 2016

O que está por trás do “Tchau Querida!”
Angela Panseri, Cássio Umbelino e Cláudia Andrade – UNIP

Resumo: Este artigo se intenta em analisar o jargão “Tchau Querida” usado nas manifestações políticas a favor do impeachment da Presidente Dilma Rousseff. Trata-se de uma análise objetiva de modo a descrever a representatividade e abrangência de uma fala, dentro do gênero capa de revista. Dessa maneira usamos da perspectiva teórica da Análise do Discurso (AD) de linha Francesa, para abarcar a influência desta fala no contexto midiático e digital.

Palavras chave: Tchau Querida; Dilma; Política; Impeachment; Manifestações; Discurso.


Abstract: This article attempts to analyze the jargon "Bye Baby " used in political demonstrations in favor of impeachment of President Dilma . It is an objective analysis to describe the representation and coverage of a speech within the genre magazine cover. In this way we use the theoretical perspective of discourse analysis (AD ) of the French line , to encompass the influence of speech in the media and digital context.

Keywords: Bye Baby ; Dilma ; Policy; impeachment ; Manifestations; Speech.


INTRODUÇÃO

Este artigo analisa o gênero capa de revista que trás como chamada a finalização de uma conversa de cunho político ideológico, do qual serviu de base para a análise deste corpus de pesquisa.
Nosso objetivo é descrever o percurso narrativo de sentido do título e sua repercussão no campo midiático, bem como a configuração desta linguagem na sociedade e nas práticas discursivas.
A Revista Veja da Editora Abril, segundo o IVC ( Instituto Verificador de Circulação), é a revista brasileira com maior tiragem (1.217.882 exemplares), segundo sua tabela de circulação geral de abril /2012.  Ao coordenar sua linha editorial a revista se posiciona muitas vezes como conservadora e de direita, que a faz alvo de criticas por alguns setores e personalidades da sociedade contrárias a sua posição.
Os recursos metodológicos usados para analisar a frase “Tchau Querida”, foi baseado nos fundamentos da Análise do Discurso (AD) de linha francesa bem como suas categorias analíticas de condições de produção, na investigação do contexto sócio-histórico; interdiscursivo; apagamentos e formações discursivas e ideológicas presentes na construção do gênero analisado. Alguns autores desta linha de pensamento como Eni Puccineli Orlandi (2008), José Luiz Fiorin (1998) e Helena Nagamine Brandão (2004), permearam esta análise e guiaram este trabalho com seus fundamentos.
Nesta perspectiva o trabalho divide-se em quatro partes. Na primeira contextualizamos a conversa e a repercussão da fala do gênero revista; na segunda abordamos conceitos básicos das condições de produção da AD; terceiro analisamos as perspectiva relevantes dentro da AD e a aplicabilidade no corpus (capa) e, por fim as considerações finais.

A CONCEPÇÃO IDEOLÓGICA LIGADA A REPERCUSSÃO SOCIAL
Nos últimos meses o Brasil tem vivido grandes turbulências políticas, envolvendo casos de corrupções, crise econômica e um processo de grandes investigações judiciais. De acordo com as investigações conduzidas pelo Juiz Sérgio Moro e uma equipe de procuradores e policiais federais, foi descoberto um esquema de corrupção (Lava Jato), reunindo um conjunto de provas com indícios de irregularidades ligados ao governo da Presidente Dilma Rousseff, que têm como seu aliado o ex-presidente e sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com as investigações as informações levantadas mostraram que o esquema de corrupção atendia aos interesses pessoais e de alguns políticos, do qual o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB - RJ) é suspeito de participação deste processo.
Como aliados, Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva começaram a  buscar soluções que impedisse uma possível prisão de Lula. Para tanto, Dilma esquematiza uma nomeação ao Lula como Ministro Chefe da Casa Civil, do qual permitia foro privilegiado, sem a intervenção de Juiz federal.
Porém como parte das investigações o juiz Sérgio Moro  quebrou o sigilo das interceptações telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As conversas gravadas pela Polícia Federal incluem com a presidente Dilma Rousseff, um diálogo que rendeu grande repercussão  nas mídias impressas e digitais, sendo parte desta conversa o nosso foco de análise.

Conversa com Dilma
Dilma: "Alô."
Lula: "Alô."
Dilma: "Lula, deixa eu te falar uma coisa."
Lula: "Fala, querida. Ahn?"
Dilma: "Seguinte, eu tô mandando o 'Bessias' junto com o papel pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse, tá?!"
Lula:  "Uhum. Tá bom, tá bom."
Dilma: "Só isso, você espera aí que ele tá indo aí."
Lula: "Tá bom, eu tô aqui, fico aguardando."
Dilma: "Tá?!"
Lula: "Tá bom."
Dilma: "Tchau."
Lula: "Tchau, querida."

REVENDO A PERSPECTIVA TEÓRICA

Ensina Fiorin:

O discurso são as combinações de elementos linguísticos (frases ou conjuntos constituídos de muitas frases), usadas pelos falantes com o propósito de exprimir seus pensamentos, de falar do mundo exterior ou de seu mundo interior, de agir sobre o mundo. A fala é a exteriorização psicofísico-fisiológica do discurso. Ela é rigorosamente individual, pois sempre um eu que toma a palavra e realiza o ato de exteriorizar o discurso. (FIORIN, 2005, p. 11)

Sabemos que os partidos políticos são grandes armas ideológicas na constituição de um pensamento e posicionamento frente à sociedade. Mais do que falar é de extrema importância identificar a formação discursiva que orienta o jogo de fala no discurso. A frase “Tchau Querida” soou como uma proximidade de um elo político cercado de valores, e práticas ideologicamente já determinados pelo envolvimento interdiscursivo, perceptível na relação ativa de identidade, e subordinação de sujeitos intercambiáveis.

Quando analisamos esta abordagem na capa, percebemos os efeitos ideológicos, numa enunciação influenciável e articulada num conjunto de pressupostos já identificados na posição que a revista se coloca, neste caso a questão de direita política. Portanto para aqueles que já conhecem a estrutura do conteúdo da revista identificará os apagamentos e suas retomadas nos assuntos já estruturados em edições anteriores de forma inconsciente.

Sendo a linguagem um lugar de conflito dentro da sociedade uma vez que se constitui em um contexto histórico social, ela passa a não ser neutra, inocente e natural, e sim, princípio privilegiado para a influência e manifestação ideológica. Segundo Bakhtin a relação discursiva se dá em contato com o outro, numa relação que articula a parte linguística com o social. Neste caso, encontramos na Polissemia, terreno fértil para explanar a frase em análise.
Dentro da Polissemia uma palavra ou frase adquiri novos sentidos, além do seu original, por isso no campo digital a frase “Tchau Querida”, tornou-se alvo de desaprovação para qualquer fato contrário a sua posição. Como a mídia digital tem grande influência na proliferação das informações, a frase se tornou em poucas horas o assunto mais comentado, ficando entre os Trending Topics no Twitter. Esta “caracterização” da ideologia é um forte instrumento de dominação de classes, pois faz com que estas ideias e jargões passem a ser ideias de todos, do que devem pensar, como devem pensar, o que devem valorizar, o que devem sentir, o que devem e como devem fazer, fato este que explica a força da população nas movimentações políticas sociais, materializando estes atos em caráter moldador das ações humanas.




Figura 1: Revista Veja, edição de 11 de Maio de 2016




O DESVELAMENTO NA ANÁLISE DO DISCURSO
O processo de interpelação criado pela revista, induz a uma veracidade dos fatos, quando foi abordado com ênfase o jargão “Tchau Querida” primeiramente como protesto da insatisfação do atual governo, e segundo pelo  seu desejo de uma solução efetiva no que tange a corrupção alastrada pelo país, ou seja, “Tchau Governo”. A formação discursiva regula intrinsecamente a relação de conflito, visto que quando observamos o título da revista, podemos obsevar que a cor vermelha pode ser visto como algo a ser chamado a atenção ou até mesmo como  uma provocação ao Partido dos Trabalhadores (PT) que tem esta cor como bandeira, símbolo de sangue vertido numa luta histórica, que nesta capa pode representar a derrota do seu mandato.
O fundo preto pode remeter a um apagamento histórico de luta confrontada hoje com sua decadência, dando uma alusão ao “fundo do poço”. Podemos pensar também que neste caso a cor preta, simbolize para a própria Revista um período de luto pela situação do qual se encontra.
No topo da página temos a imagem do presidente Lula bem como a chamada “Lula no TOPO DA CADEIA” e logo abaixo Dilma e Cunha. Esse triângulo sugere Lula como comandante do processo de corrupção e os dois subordinados Dilma e Cunha como seguidores e apoiadores deste retrocesso político e sujeira nacional.
O jogo assimétrico hierarquicamente presente na imagem de perfil da Dilma e Cunha, pode representar os dois lados da moeda, uma máscara que ambos utilizam num ato de dualidade de caráter e “honestidade”.
Pêcheux (1975) postula que as formações imaginárias resultam dos processos discursivos anteriores, manifestados nas relações de sentido “na antecipação, o emissor projeta uma representação imaginária do receptor e, a partir dela estabelece suas estratégias discursivas. O que ocorre é um jogo de imagens: dos sujeitos entre si, dos sujeitos com os lugares que ocupam na formação social e dos discursos já ditos com os possíveis e imaginados”. Pensamento este que explica o semblante sério, indicando  uma preocupação dos caminhos a serem tomados e a reputação dentro de uma sociedade democraticamente ativa. Uma questão curiosa seria os cabelos dos dois políticos, que se encontram até se tornarem insinuando uma ligação política de cooperação e união no que tange as tomadas de decisões no âmbito da corrupção.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A nossa intenção foi analisar o jargão Tchau Querida!, de acordo com os critérios estabelecidos na introdução e na fundamentação teórica, utilizando destes recursos a nossa colocação diante do gênero estudado. Durante nossas análises, percebemos a forte influência do conteúdo na posição política dos leitores da revista, bem como sua propagação nos meios digitais. Os artifícios utilizados condizem com as imagens projetas equivalentes aos textos e títulos escolhidos, como forma de sustentação da veracidade da noticia veiculada.
Percebemos que a Revista Veja é carregada de discursos subjetivos e ideologia. Não cabe a nós julgarmos esta visão parcial que a revista oferece, porém é visível a sua posição partidária e o confronto político que há com o partido de esquerda.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
FIORIN, José Luiz. Linguagem e Ideologia. São Paulo, Editota Ática, 1998.
ORLANDI, Eni. P. Método/História. In Discurso e Leitura. São Paulo, Cortez, 2007.
BRANDÂO, H.N. Introdução à análise do discurso. 2ed. Campinas: Editora da UNICAMP, 2004.
Digital

Globo: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2016/03/pf-libera-documento-que-mostra-ligacao-entre-lula-e-dilma.html

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Gil Vicente na versão HQ 

Nesta versão do Auto da barca do inferno em quadrinhos, Laudo Ferreira mergulha na obra de Gil Vicente e dá vida às suas personagens: os tipos sociais criados pelo autor português – o fidalgo, a cafetina, o frade, o enforcado, o onzeneiro, o sapateiro, o parvo, o judeu e os homens do judiciário – ganham uma estranha atualidade no traço do quadrinista, enquanto o Diabo e o Anjo, alegorias atemporais, atravessam os tempos em plena saúde. O leitor é transportado para a sociedade portuguesa dos 1500, quando o Brasil estava sendo colonizado, a bordo do humor e do sarcasmo de Gil Vicente.


Esta edição em HQ do clássico medieval contou com a consultoria literária do professor de literatura, dramaturgo e diretor teatral Maurício Soares Filho, que já realizou uma montagem de Gil Vicente com jovens estudantes.
As cores deste Auto da barca do inferno em quadrinhos são de Omar Viñole, parceiro de Laudo Ferreira neste e em diversos outros trabalhos. 


Saiba mais: http://www.editorapeiropolis.com.br/livro/?id=266#close



 



O Auto da Barca do Inferno
Autor: Gil Vicente

Trechos


DIABO – Abaixa logo esse rabo!
Deixa preparado o cabo
E ajeita a corda de içar.

X

ANJO - Não se embarca tirania
nesta barca divinal.
Para vossa fantasia
bem pequena é esta barca!



terça-feira, 10 de maio de 2016

Plano de Aula

Literatura Portuguesa – Poesia




TEMA
Humanismo

OBJETIVOS
  • ·        Conceituar aos alunos o movimento histórico Humanismo, pontuando os fatos relevantes da época e a sua transição para o período Renascentista.
  • ·        Contextualizar as duas obras mais importantes de Gil Vicente : Auto da Barca do Inferno  & A Farsa de Inês Pereira.
  • ·        Introduzir aos alunos, o uso de novas tecnologias como forma de interação através de plataformas multimodais. Para isso será proposta a criação de um canal na mídia digital “Snapchat”, para compartilharem trechos da leitura dramática na linguagem moderna.


MATERIAL

Apresentação em PowerPoint, Data Show, Livros / textos da Obra de Gil Vicente, Celular ou tablet.

DURAÇÃO

4 aulas de 50 minutos cada uma.

PÚBLICO-ALVO
Alunos do 1º ano do Ensino Médio.

METODOLOGIA

1ª Aula
Apresentação do contexto histórico da escola “ Humanismo” e sua transição para o Renascimento, pontuando as principais características e autores relevantes da época, reforçando a  biografia de Gil Vicente e características de sua obra, por meio de slides.

2ª Aula
Na primeira parte da aula, será explicado sobre a obra Auto da Barca do Inferno, apresentando suas características próprias, sendo feita leituras de trechos da obra através dos slides, vídeos e também impressos.
(25 minutos)
Na segunda parte da aula, será explicado sobre a obra A Farsa de Inês Pereira, apresentando aos alunos as características próprias, sendo feita leituras de trechos da obra através dos slides, vídeos e também impressos.
 (25 minutos)

3ª Aula
Nesta aula, os alunos passarão por um processo de explanação das obras, para uma boa compreensão do textos e assimilação do material com a atualidade. Trabalhar a questão da linguagem da época com a linguagem atual.

Dividir a sala em quatro grupos, para a realização de leituras dramáticas das duas obras citadas, dando liberdade para que o aluno encene.

4ª Aula
Na última aula, através dos recursos tecnológicos, os alunos criarão um canal na plataforma “Snapchat”. Com isso, estes, farão as leituras dramáticas em grupos e poderão gravá-las e compartilhar nas redes sociais. O objetivo é aproximar a leitura da obra com a leitura atual , usando os recursos que o “Snapchat” pode oferecer.
Ao final da aula e do trabalho, divulgaremos para toda a sala os vídeos produzidos pelos alunos.


AVALIAÇÃO

Leitura das Obras; Criação e interação entre os grupos no canal Snapchat; Roda de conversa para o fechamento do conteúdo.



segunda-feira, 28 de março de 2016

Atividade Prática Supervisionada
Profa. Ligia Menna
Literatura Portuguesa – Prosa

Humanismo

O movimento literário “Humanismo” foi uma transição entre a Idade Média e Renascimento ( século XV e inicio do século XVI) do qual tinha como objetivo ter o ser humano com alvo de valorização. Nesta época tivemos um ascensão de uma nova classe social chamada de “Burguesia”, que não eram considerados nem comerciantes e nem servos. Com esta nova classe, as cidades começaram a progredir comercialmente e a questão econômica passou a ser muito valorizado, mais até que o título de nobreza. O chamado êxodo rural começou a acontecer e foi então que tivemos o desaparecimento da servidão no sistema feudal.

O Teocentrismo passou a dar lugar ao  Antropocentrismo, ou seja, o homem como centro do universo e as emoções humanas passaram a ser mais valorizadas.

Nas artes os poemas passaram a ser declamados ao invés de ter o acompanhamento da música conforme acontecia no Trovadorismo. Em 1516 foi publicado um compêndio de poemas da época no Cancioneiro Geral, que reuniu mais de 2.865 autores, com os mais diversos assuntos amorosos, satíricos, religiosos entre outros.

A prosa é menos conotativa e rítmica, registrando a vida dos personagens e fatos históricos. Fernão Lopes, o mais importante cronista da época, teve grande importância na mudança histórica da época.

No teatro tivemos Gil Vicente como expoente no Teatro Popular, onde foram escritas mais de 40 peças/autos.

Suas obras podem ser divididas em dois momentos:

 Autos: Peças teatrais  de cunho religioso; Auto da Barca do Inferno, Auto da Alma entre outros;

Farsas: Peças curtas, que contavam sobre o cotidiano; Farsa de Inês Pereira, Quem tem Farelos, entre outros.

Contexto Histórico

- Aperfeiçoamento da imprensa;
- Mercantilismo Europeu impulsionado pelas grandes Navegações;
- Ascensão da Burguesia
- Características Greco-Romana são retomadas
- Teocentrismo X Antropocentrismo
-  Marco da Ciência






terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Universidade Paulista-UNIP





Semântica e Pragmática
Diário de leitura













São Paulo
2015

Universidade Paulista-UNIP
Cássio Caio Umbelino da Cruz-C57050-8





Semântica e Pragmática
Diário de leitura



Proposta de atividade veiculada à disciplina de Semântica e Pragmática realizada em 17/10/2015, pelo aluno Cássio Caio Umbelino da Cruz com orientação da professora mestre Déborah Gomes de Paula e sob a coordenação da professora doutora Joana Ormundo.




São Paulo
2015









Semântica e Pragmática
Diário de leitura















CRUZ, Cássio Caio Umbelino da. Diário de leitura: RUSELL, Bertrand. 
A conquista da felicidade. ”inveja” (2012).
 Orientado pela professora mestre Déborah Gomes de Paula. São Paulo:
 Universidade Paulista-UNIP, 2015.
00 páginas

PROPOSTA DE ATIVIDADE VEICULADA À DISCIPLINA DE SEMÂNTICA
 E PRAGMÁTICA.

1-Autorretrato 2- família 3-A conquista da felicidade

 

 


20/10/2015
Autorretrato



“É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. ”


Clarice Lispector LISPECTOR, C. Perto do coração selvagem. 9 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira.1980. 11 p.


21/10/2015
A conquista da felicidade

A capa do Livro “A conquista da felicidade” de Bertand Russell não me chamou muito a atenção, o título sim. Ao ler o título, logo pensei no filme “O Segredo” que é um filme que revela um segredo guardado por milhares de anos. Por um momento fiz essa relação, mas que ao ler o livro notei ser bem diferente. Relacionei também com o livro O Monge e o Executivo, que li quando fazia faculdade de Educação Física. Por ser um livro tão conhecido por muitos e desconhecidos por mim, achei que seria algo bem chato, só que estava bem enganado.
Ainda não comecei a leitura, mas creio que seja uma leitura bem difícil, pois trata-se de textos que foram escritos por um filósofo. E com uma linguagem diferente da que estou acostumado a ler.







22/10/2015
INVEJA

Substantivo feminino
1) desgosto provocado pela felicidade ou prosperidade alheia.
2) desejo irrefreável de possuir ou gozar o que é de outrem.


O livro de Russel é dividido em temas considerado por ele a base para se conquistar a felicidade.
Ao receber o tema Inveja que foi sorteado pela professora Débora, pensei o quanto as pessoas são invejosas. Umas têm uma inveja tão ruim, que chegam a fazer mal, outras têm uma inveja “boa” que chega a fazer mal para si mesmo. Este pensamento foi seguido pela lembrança de uma música do Cartola, que gosto bastante. Cito abaixo a letra

As Rosas Não Falam

Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
por fim


Ainda não comecei a ler o texto de Russel, mas confesso que estou curioso.



28/10/2015
Enfim, lendo!
Comprei o livro que foi proposto para a realização desta atividade. Chegou hoje. Comecei a ler e fiquei surpreso.
De início uma frase me chamou atenção no livro “(...) a inveja é uma das paixões humanas mais universais e mais arreigadas (...)”. Lendo essa frase, parei e refleti que a inveja é um sentimento que está em todo lugar. É causadora de tantos conflitos e até mortes. Logo me lembrou o que vêm ocorrendo no mundo, onde as pessoas movidas por ideais religiosos, matam os outros pelo simples fato de não serem da mesma religião. É algo bastante assustador e inacreditável. Isso me remeteu a música Freedom do cantor Pharrell Williams e ao poema a Rosa de Hiroshima

Rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada




29/10/2015
De educação acho que entendo.

Impossível ler as frases deste livro e não pensar em nada ou deixar de fazer alguma associação. Bertrand Russell dia “(...) todo aquele que cuida de crianças deve observar uma justiça, distributiva, rígida e invariável (...)”
Na hora, me lembrei de quando era inspetor de alunos em escola pública. Sempre tentei tratar todos de forma igual, mas nem sempre consegui. E as crianças percebiam isso e se revoltavam. Era algo que não entendia, só depois de ler o livro pude ter essa consciência.




30/10/2015
Ter ciúmes é f$#@!
No capítulo sobre a inveja, Bertrand Russel conceitua o ciúme como “uma forma especial de inveja”. Oque intrigou é o termo ‘forma especial’. Seria por que as pessoas que sentem ciúmes o fazem por gostarem demais do outro?
Vejo o ciúme como algo doentio, não como uma ‘forma especial de inveja’, porque devido a eles, as pessoas são capazes de coisas terríveis. Mas vale lembrar que as pessoas acham certos tipos de ciúmes “bonitinhos”, que é porque gostam demais da pessoa amada. As pessoas são, na verdade, levadas pela emoção aflorada e com isto sentem o tal ciúmes, podendo ser altamente destrutivo.



31/10/2015
Os olhos entregam
Um trecho que também me chamou atenção, é que as pessoas avaliam o outro antes mesmo de conhece-lo. No livro o autor falar da avaliação que as mulheres fazem com que está bem vestida. O tempo todo as pessoas estão avaliando as outras e com o olhar entregam essa ação. Chega a ser algo absurdo.
A maneira como avaliamos o outro, seja por inveja ou qualquer outro motivo, faz com que a gente perca a chance de conhecer e/ou saber mais sobre o outro. Recordo-me de uma avaliação que as pessoas fazem ultimamente, que é estereotipar que todas as mulheres devem ter cabelos lisos. Algo completamente retrógrado.

 



Cabelo (Gal Costa)

Compositor: Arnaldo Antunes, Jorge Ben Jor
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Quem disse que cabelo não sente
Quem disse que cabelo não gosta de pente
Cabelo quando cresce é tempo
Cabelo embaraçado é vento
Cabelo vem lá de dentro
Cabelo é como pensamento
Quem pensa que cabelo é mato
Quem pensa que cabelo é pasto
Cabelo com orgulho é crina
Cilindros de espessura fina
Cabelo quer ficar pra cima
Laquê, fixador, gomalina
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Quem quer a força de Sansão
Quem quer a juba de leão
Cabelo pode ser cortado
Cabelo pode ser comprido
Cabelo pode ser trançado
Cabelo pode ser tingido
Aparado ou escovado
Descolorido, descabelado
Cabelo pode ser bonito
Cruzado, seco ou molhado





01/11/2015
A inveja mata

“(...) Entre todas as características da condição humana normal, a inveja é a mais lamentável; (..)”
Que frase forte!
Isso me remeteu a algumas pessoas que conheço e que fazem de tudo para se dar bem. Quanto mais elas têm, mais querem. E não importa o que farão para alcançar o que querem.
Isso é bem visível no ambiente profissional, no qual as pessoas não podem se sobressair, que logo os invejosos farão algo para, segundo eles, estar melhor. No fundo, sinto pena de pessoas assim, porque uma hora a casa cai e tudo que aqui se faz, aqui se paga. Se plantou o bem vai colhê-lo, se plantou vento vai colher tempestade.
Abaixo uma parte da história da Bíblia dos irmãos Caim e Abel:
“ De acordo com as escrituras, naquele tempo, eles praticavam atos de adoração ao Senhor sacrificando parte de suas produções. E toda vez que faziam a oferta ao Senhor, Este agradava das que Abel oferecia e não se agradava das ofertas de Caim. Isso se justifica pelo fato de que Abel oferecia as primícias, ou seja os primeiros e melhores frutos para serem dedicados a Deus, indicando o coração voltado a Ele, colocando o seu Senhor em primeiro lugar. Em seu caso, a melhor ovelha. Enquanto Caim oferecia o que restava da colheita, o que tornou seu ato de ofertar ao Senhor como um ato de formalidade, um ato sem importância. O resultado disso foi que o Senhor agradou da oferta de Abel e não se agradou da oferta de Caim.
Não bastasse colocar o Senhor em segundo plano, a história relata que Caim invejou o irmão, vindo a fazer aquilo que seria o primeiro homicídio: Caim matou Abel. “E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou” (Gn 4:8)
Em seguida, o Senhor fala diretamente a Caim, e o repreende: “E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra. E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra” (Gn 4,10:12).
Em vista disso, Caim admite sua condenação e responde ao Senhor: “Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada. Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar, me matará” (Gn 4, 13:14).”
Fonte:  http://www.infoescola.com/biblia/caim-e-abel/





02/11/2015
Mais admiração e gentileza!
Ao ler que a admiração compensa a inveja, percebo que nem tudo está perdido.
A admiração é o oposto da inveja.
Admirando você amplia seus horizontes e conquista seus objetivos da maneira mais simples. Todo mundo admira algo ou alguém. O que torna a admiração diferente da inveja é a maneira como cada uma opta para obter seus méritos.  Lembrei da página do Facebook Gentileza Gera Gentileza (https://www.facebook.com/gentilezagera) e da música Gentileza de Marisa Monte.





03/11/2015
“Felicidade é estar contigo todo dia ...”


Com este trecho da música do cantor Seu Jorge, começo a escrever essa parte. Lendo este capítulo pude perceber que o autor mostra os lados positivos e negativos da inveja de uma forma bem direta.
A felicidade, segundo o autor é “o único remédio contra a inveja”. Concordo, porque a felicidade é algo que acaba com qualquer coisa negativa. Onde há felicidade não tem espaço para coisas fúteis e negativas. A felicidade incomoda bastante, ainda mais se a pessoa é frustrada.




04/11/2015
A inveja vicia?


Eis uma pergunta que talvez não saiba responder com tanta convicção. O autor diz o contrário “a inveja é um vício em parte moral e em parte intelectual, que consiste em nunca ver as coisas como elas são, sem compará-las com outras (...)”
Talvez ele tenha razão em suas colocações, mas fico pensando que a inveja só vicia se a pessoa não tiver moral nenhuma. Se for realmente alguém sem caráter e predestinada a ser assim. Creio que não seja possível uma pessoa que tem uma boa educação e índole seja tão invejosa a ponto de ficar comparando o que tem com o que o outro tem. Posso estar enganado, mas isso já é da pessoa, vem com ela e com o tempo é desenvolvido.
Isso me lembra as telenovelas, que retratam irmãs gêmeas que são separadas na maternidade, vivem vidas distintas e quando se conhecem, uma quer viver a vida da outra por inveja, como é o caso da USURPADORA.


   


05/11/2015
A mediocridade
Se tem algo que não vale a pena na vida, é viver na mediocridade ou com pessoas medíocres. No capítulo, acho que o autor se contrapõe quando fala sobre injustiça, citando que alguém que ganha um salário suficiente e fica sabendo que tem outra pessoa, sem nenhuma diferença, ganha o dobro. Logo essa pessoa sente “inveja” porque o outro ganha mais. Penso que não seja “inveja” propriamente dita e sim ambição por algo melhor.
Ninguém merece viver medianamente, sendo que tem a chance de melhorar.







06/11/2015

Instinto de sobrevivência

Nossa! Ler esse livro é sensacional. Em um capítulo pude relacionar várias coisas. Isso é muito bacana.
O autor diz que “a inveja está extremamente associada à competição”. Não discordo, pelo contrário. A competição é o que motiva as pessoas. Tem pessoas que são extremamente competitivas e fazem disso um extinto de sobrevivência. Talvez essas pessoas sejam realmente invejosos mas se não prejudicam ninguém, penso que isso não é tão ruim.

  


  
07/11/2015
A guerra

 A inveja é a causadora de grandes conflitos.  As grandes civilizações e nações por sentirem inveja umas das outras entram em guerra. Atualmente as religiões têm sido alvo dessa discórdia entre países. Temos visto que a intolerância religiosa tem destruído a vida de pessoas, em sua maioria inocentes. Me pergunto, o porquê disso? Até quando as pessoas vão brigar, invejar, odiar a religião alheia?  Essas perguntas, talvez, não sejam respondidas nunca.





“ Nos deram espelhos e vimos um mundo doente” (Índios – Renato Russo)


08/11/2015
A disputa pelo poder


  
A frase acima, intitula muito o que vivemos atualmente. As relações de poder é um fator decorrente da inveja. A disputa pelo poder constrói a democracia. Pelo poder as pessoas são capazes de coisas inimagináveis.

Pra variar estamos em guerra 
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura! ” 






09/11/2015
O pecado do preconceito

Analisando o capítulo, me venha à tona a malevolência que as pessoas têm contra aquilo que é diferente. Em pleno século XXI tem gente que expressa o pecado do preconceito. Digo pecado, porque é algo que fere profundamente o outro. Quem pratica preconceito, não tem noção das marcas que ficarão no outro. As pessoas têm de ser livres para fazerem o que quiserem, escrever sua própria história, sem medo de ser feliz ou reprimido. Penso que as pessoas reprimem o outro por sentirem inveja, por não poder fazer o que o outro foi e é capaz de fazer.






 10/11/2015
Desfrute a vida

Para poder conviver harmoniosamente com todos, o mundo precisa de amor. Viver a vida ao máximo, desfrutá-la sem medo de ser feliz. Independentemente de como, com quem e onde seja.
Ao ler o capítulo do livro, pude refletir que a vida é muito mais do que a gente imagina. Que todos os percalços que passamos, são necessários para nosso aprendizado. Que quem aproveita a vida, não tem tempo para outras coisas